O Projeto Retrô
Em conjunto com o projeto IRC.Benedetta, recriamos um ambiente nostálgico com DNS Reversos muito similares aos utilizados na época de ouro da Telesc, tanto para a conexão discada quanto para as conexões ADSL!
Conexões ADSL
O laboratório de testes do IRC.Benedetta possui um autêntico DSLAM AN2000B-100 de 24 portas, suportando ADSL2+ e entregando ao usuário IPv4 e IPv6. Os DNS Reversos seguem o padrão: [sigla de 3 caracteres da Anatel para a cidade] - [número do dispositivo incremental] . [DDD] . adsl.telesc.net.br.
Exemplo: Para um usuário de Tubarão (SC), o reverso é tro-0001.048.adsl.telesc.net.br.
Conexões Discadas (Dial-up)
Para conexões discadas, utilizamos um DNS reverso mais generalista, no formato dialflex - [dispositivo] . ras . telesc.net.br (RAS de Remote Access Service).
Exemplo: Um usuário de Florianópolis (SC) conectando-se a 56k via telefone — utilizando um par de modems TRENDNET externos — receberia o reverso dialflex-0001.ras.telesc.net.br.
Padrão de Siglas ANATEL / DENTEL
A nomenclatura dos DNS reversos (como o "tro" no exemplo acima) segue exatamente as siglas definidas pela ANATEL, que são utilizadas originalmente desde os tempos do DENTEL (antigo Departamento Nacional de Telecomunicações). Para descobrir qual era a sigla oficial da sua cidade na infraestrutura da Telesc, acesse a nossa página de Códigos DDD!
* As informações foram extraídas do ANEXO À RESOLUÇÃO N.º 424, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2005.
Curiosidade
Curiosamente, até o ano de 2003, as conexões ADSL, de backbones, conexão discada corporativa e interconexão de clientes ainda utilizavam o histórico DNS reverso da telesc.net.br. Por exemplo, uma conexão ADSL com o IP 200.193.113.42 usava o DNS Reverso adsl-bnu1-042-d.brt.telesc.net.br, sendo que o subdomínio brt informava que quem de fato a operava já era a Brasil Telecom (ou Tele Centro Sul Brasil Telecom).
Automação Histórica: O legado de Sendman
Outro fato fantástico da infraestrutura da época envolve a automação de conectividade do antigo portal da Telesc. Até o ano de 1999, parte dos scripts que permitiam aos usuários verificar se determinados links (como a saída para a Embratel e o link Internacional) estavam online, foram construídos pelo SysAdmin Fábio Silvestri, de Tubarão (SC). Na época, Fábio era dono da Informatec Internet e, posteriormente, sócio da filial da Matrix Internet em Tubarão, atuando em conjunto com Moisés Rampi de Azevedo.
Os scripts de Fábio — muito conhecido pelo seu nickname sendman no antigo IRC e em fóruns de internet — eram essencialmente automações que rodavam na cron do servidor do website da Telesc. Eles disparavam cinco pings para os IPs especificados e exportavam os resultados diretamente em HTML puro. Graças a essas inovações, sendman contribuiu de forma intensa para a automação de ferramentas e monitoramento da internet catarinense entre 1996 e 2000.
A Magia do Traceroute
Para quem viveu o início da internet, o comando Traceroute (tracert) era a ferramenta definitiva para "ver" o caminho que os dados faziam através da rede. Executar um traceroute e ver pacotes saltando pelos roteadores da Telesc traz uma nostalgia imediata dos tempos de conexão discada e do nascimento do ADSL. Abaixo, demonstramos um traceroute atual do projeto rodando em pleno laboratório, mostrando a impressionante fidelidade da nossa infraestrutura: o tráfego real passa por DNS reversos idênticos ao passado, como corelan0-dsl.telesc.net.br no IPv4 e nfnsce23-0002.049.adsl.telesc.net.br no IPv6!
C:\Users\Mauro>tracert www.gam.com.br
Rastreando a rota para www.gam.com.br [192.185.177.239]
com no máximo 30 saltos:
1 2 ms 2 ms 2 ms mk.gnx.com.br [192.168.88.1]
2 132 ms 20 ms 21 ms corelan0-dsl.telesc.net.br [10.1.50.1]
3 155 ms 166 ms 167 ms pfSense.gnx.com.br [192.168.1.1]
4 86 ms 132 ms 165 ms ateky.gnx.com.br [192.168.3.1]
5 136 ms 141 ms 58 ms 172.20.4.143
6 127 ms 69 ms 73 ms 172.20.1.37
7 142 ms 144 ms 150 ms 172.20.1.130
8 103 ms 64 ms 153 ms 172.20.0.165
9 72 ms 57 ms 53 ms 172.23.0.146
10 45 ms 22 ms 147 ms 172.28.1.5
11 192 ms 196 ms 193 ms ae1002.3675-sp4-ptx10002.saopaulo.openx.com.br [138.36.164.240]
12 152 ms 171 ms 78 ms lo0.ascenty-mx204.saopaulo.openx.com.br [138.36.165.4]
13 182 ms 186 ms 163 ms as31898.saopaulo.sp.ix.br [187.16.221.205]
14 172 ms 166 ms 172 ms 140.91.240.23
15 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
16 270 ms 72 ms 50 ms br204-ip06.hostgator.com.br [192.185.177.239]
Rastreamento concluído.
C:\Users\Mauro>tracert www.ufsc.br
Rastreando a rota para www.ufsc.br [2801:84:0:2::10]
com no máximo 30 saltos:
1 2 ms 2 ms 2 ms nfnsce23-0002.049.adsl.telesc.net.br [2001:470:f2d9:1908::1]
2 22 ms 23 ms 23 ms dslflex.telesc.net.br [2001:470:f2d9:100::1]
3 120 ms 130 ms 26 ms pfSense.gnx.com.br [2001:470:f2d9::2]
4 364 ms 382 ms 383 ms core1-urulax.gnx.com.br [2001:470:c:f00::1]
5 330 ms 379 ms 363 ms be30-209.core3.lax1.he.net [2001:470:0:9d::1]
6 * 320 ms 375 ms be48.core1.lax2.he.net [2001:470:e:2a::1]
7 377 ms 315 ms 408 ms be9.core2.phx2.he.net [2001:470:e:6b::2]
8 374 ms 402 ms 415 ms be3.core2.dal1.he.net [2001:470:e:6c::1]
9 285 ms 392 ms * be1.core1.atl1.he.net [2001:470:e:48::1]
10 292 ms 427 ms * be6.core4.mia1.he.net [2001:470:e:75::2]
11 463 ms 350 ms * port-channel3.core1.for1.he.net [2001:470:0:7df::2]
12 428 ms 392 ms 528 ms as1916.fortaleza.ce.ix.br [2001:12f8:0:9::148:20]
13 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
14 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
15 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
16 505 ms 498 ms 528 ms ufsc-3103-ufsc-cofre-br2.bb.pop-sc.rnp.br [2801:80:a81:0:3103::2]
17 526 ms 454 ms 516 ms 2801:84::fa
18 620 ms 481 ms 513 ms www.ufsc.br [2801:84:0:2::10]
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Observação: A combinação não é idêntica à antiga Telesc, até porque os DNS Reversos atuais estão sendo aplicados unicamente em IPv6, que é suportado nativamente por essa incrível estrutura de laboratório.
Quer ver como tudo isso funciona na prática?
Os vídeos detalhando o funcionamento dessa fantástica infraestrutura retrô estão no CanalDialUp!
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